por Rodrigo @ocronico
Minerais e outras substâncias se unindo com a água do corpo em sofrimento do calor na meia luz de uma clausura. Quatro paredes. Sem fuga. E mina dos poros a gotícula de suor para arrefecer a pele e controlar o fervor, controlar a febre do corpo desejando o momento do clímax aliviando toda a intensa e castigante pressão.
E explode arrastado da garganta um gemido e um comprimir de diafragma movimenta o abdômen, enrijece. Músculos em contração e os olhos cerrados destacando as linhas do cenho. Expressões de dor e anseio acompanhado do respirar ofegante. E um querer tamanho tomando o corpo que em sufoco carece ter seu desejo satisfeito.
A gotícula de suor brotada da pele, ainda se sustenta pausada onde nasceu. Trêmula, prevê despencar-se da testa, e cresce em acúmulo, a água corpórea, o sal do corpo na porção de gota. Mas não despenca. Ela desliza. Segue em frente, vai à margem da sobrancelha, desemboca na têmpora como que patinando o rosto. Mergulha a salina doce gota. Beija a maçã do rosto produzindo uma sensação de uma fina cócega. Um zigue-zague entre a penugem. Vai caindo, segue desenhando um pequeno rastro, chega até a ponta do penhasco, a mandíbula. E a gotícula trêmula como nunca, descola da pele em câmera lenta, refletindo uma pequena luz vinda sabe-se lá de onde. Até que cai. Respinga no impacto. E multiplica-se na saboneteira do corpo se juntando aos milhares de pontos de orvalho na superfície já toda encharcada.
As mãos percorrem as coxas como que numa angústia. Numa tentativa de chegar lá, no fim, no prazer explosivo, no auge, no respirar fundo do anseio completado.
É audível a respiração, vira gemido, não necessita encostar o ouvido na parede para ouvir que ali dentro um ato pleno de intimidade, de rendição, de entrega está acontecendo.
Ali, na clausura, um misto de força física e mental entra em sintonia.
Depois de tanto. Eis que vem o ponto alto.
Eis que o gemido prolongado e final, se faz maior. E uma leveza total toma conta. São segundos de sublime sentimento de paz.
O coração normaliza os batimentos. Uma calma te invade.
É o fim. Você se veste. Abre a porta e se vai.
Manaus, 14 de Julho de 2011. Banheiro do Instituto da Medicina Tropical.
(crise superada)
Dica: Papel Higiênico, só na última portinha.
Nota: Omiti algumas informações pensando no bem estar dos leitores. Obrigado.






cagão
previsível o senhor! hahahaha
Eu quase fiquei excitado com essa cagada. Quase.
Seu cagão!
vou ali, no banheiro…
bom que houve omissões.
vc fez de uma cagada uma bela poesia… o sr é um GENIO!
quase erotica. HAHAHAHA
eu também quase fiquei excitada.
kkkkkkkkkkkkkkkkk é sério isso? estão filmando? é pegadinha?… gente que sentimento físico necessário explicado minuciosamente e com palavras lindas que eu vou já procurar um dicionário para decifrá-las…p.s dentro do banheiro
Eu tava imaginando o Raízes Caboclas no seu “Chap chap chap chap chap”
“chap chap chap devagar”… Excelente cagada :O
Coisa bela a gnt encontra em qq lugar. manda um link p/ meu pai. ele vai curtir
“A merda bate na água e a água bate na bunda”
Realmente foi lindo… conseguiuy expressar tudo o que os pobres mortais sentem… rs.. adorei…
Rapaz, deve ter sido um capitão considerado…
Gente… tu és muito “poeteiro” heim? só um gênio escreve isso!
kkkkkkkkkkkkkkkkk é sério isso? estão filmando? é pegadinha?… gente que sentimento físico necessário explicado minuciosamente e com palavras lindas que eu vou já procurar um dicionário para decifrá-las…p.s dentro do banheiro
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